Estado culpa Unioeste por falta de recursos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
A diretora-geral da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Mirian de Fátima Zaninelli Wellner, disse ontem que a crise financeira no campus de Cascavel da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) é responsabilidade do Conselho Universitário, que decidiu em assembléia receber os recursos de custeio e folha de pagamento de forma parcelada.
Ela afirmou também que depois do repasse das verbas, os campi precisam fazer uma prestação de contas informando a utilização do dinheiro, o que não teria sido feito pela administração de Cascavel. Mirian Wellner acrescentou que em um dos repasses do primeiro semestre, sobrou uma quantia na conta da Unioeste, mas esse dinheiro não pode ser movimentado por falta de rubrica autorizando. Essa foi uma decisão tomada pela própria universidade. O Estado não pode ser acusado de não repassar os recursos. O dinheiro está parado na conta e somente através de um decreto poderá ser retirado - argumentou.
Mirian Wellner garantiu que não existe a menor possibilidade de o campus de Cascavel sofrer uma paralisação das atividades, como ameaçou o diretor Paulo Wolf na última semana. O professor Wolf sempre passa a impressão de que gosta de distorcer a realidade dos fatos. Não se pode esquecer que a falha foi provocada por eles próprios, ressaltou.
Paulo Wolf reafirmou ontem que se os recursos não chegarem até o final desta semana, não terá outra alternativa a não ser paralisar os trabalhos no campus de Cascavel. Ele disse que a partir de hoje estará se reunindo com entidades e sociedade organizada, na tentativa de buscar soluções para os problemas financeiros do campus. Mais uma vez toda a sociedade de Cascavel precisa se movimentar para defender os interesses da Unioeste, afirmou.
Segundo Wolf, é necessário que o governo do Estado defina um cronograma de obras para consolidação do campus de Cascavel, onde também está instalada a reitoria da Unioeste. Ele declarou que falta um pouco de respeito para com toda a população da região, que poderá ser beneficiada com a conclusão da obra. Além da liberação de verbas urgentes para sanar dificuldades emergenciais, precisamos de um plano de médio e longo prazos para consolidação do campus, disse.
O diretor do campus observou que a partir do momento em que as clínicas e laboratórios estiverem construídos, os cursos da área de saúde poderão ser auto-suficientes, pois passarão a receber recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas o curso de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina recebe por mês cerca de R$ 30 mil do SUS para atender a população, relatou.


