Estado cria controle para espécies invasoras
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná é um dos primeiros estados brasileiros a definir um plano de ação para controle de espécies exóticas e invasoras da fauna e flora. A proposta foi apresentada ontem e conta com o envolvimento de organizações sociais, universidades e a comunidade.
Plantas ou animais de outras regiões e com alta capacidade de reprodução, as espécies exóticas tornam-se invasoras quando predominam sobre as plantas e animais nativos. Como consequência, causam desequilíbrio na biodiversidade, com a ocupação de espaços das espécies nativas, competição por alimentos e ainda ações predadoras entre os animais.
A economia também sofre impactos, com altos recursos investidos no controle das espécies e manutenção da saúde pública.
Um levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apontou para 47 espécies da flora e 24 representantes da fauna que são exóticas no Estado. De acordo com o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko, em 80% dos casos as espécies foram trazidas intencionalmente, com finalidade econômica e paisagística. Entre os animais, o javali, a tilápia e as pombas domésticas são as que mais preocupam as organizações ambientais.
O Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras prevê a classificação das espécies identificadas no estado em três categorias: atenção, manejo e controle -que exige ações mais complexas. A partir de então serão realizados planejamentos específicos a cada grupo, definidos com organizações afins. A proposta não é reduzir a zero a existência das espécies no território paranaense, mas sim, ter o controle da população e garantir o equilíbrio da biodiversidade. O foco inicial das ações serão as unidades de conservação.
A sensibilização da comunidade sobre o combate às espécies exóticas e invasoras é ponto fundamental do projeto. A proposta é esclarecer à população sobre o real objetivo das ações e envolvê-la no programa. "As pessoas não sabem do problema das espécies exóticas e invasoras. A maioria não vê o que acontece", afirma a diretora executiva do Instituto Horus, Silvia Ziller.
A relação com os animais torna o combate às espécies exóticas e invasoras ainda mais complexas. Cães e gatos, por exemplo, causam comoção quando tornam-se alvo de uma campanha de controle. Ambos são exóticos e trazem problemas quando não são acompanhados por seus donos.Os especialistas orientam ainda para a população não comprar espécies exóticas. A alimentação aos pombos não é recomendada. "Quanto menos alimentos, menor é a população".


