Estado autoriza verba para abrir UTI em Maringá
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniÀ espera de pessoalUTI para bebês do HU; morte de jovem agilizou recursos para contratar funcionáriosO Hospital Universitário de Maringá (HU) vai receber do governo do Estado uma verba emergencial de R$ 350 mil para contratar 83 profissionais e colocar em funcionamento dez leitos de tratamento intensivo (UTI) recém-construídos. Como o governo não tem dotação orçamentária para realizar concurso público, os novos funcionários do HU, inclusive os médicos, deverão ser contratados através de prestação de serviços. São seis leitos para adultos e quatro para recém-nascidos.
As secretarias estaduais da Saúde e da Ciência e Tecnologia repassarão mensalmente, a partir deste mês e até dezembro, R$ 50 mil. Para contratar os 83 profissionais necessários para a UTI, o hospital deverá gastar R$ 80 mil. Os R$ 30 mil restantes deverão ser repassados ao hospital pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). O HU é um hospital-escola da UEM.
O regime trabalhista da contratação dos servidores será definido até amanhã pela assessoria jurídica da UEM. Só depois disso é que o superintendente Paulo Roberto Donadio poderá iniciar a contratação dos funcionários: Esta verba de R$ 350 mil será incorporada ao orçamento estadual do próximo ano, o que automaticamente criará as vagas e aí então poderemos fazer o concurso. Por enquanto, vamos contratar serviços de profissionais especializados em UTI. Vamos fazer isso o mais rápido possível.
Segundo Donadio, alguns serviços do HU deverão ser ampliados, como lavanderia, cozinha e nutrição. Para poder atender às UTIs, esses serviços poderão ser terceirizados.
O repasse da verba emergencial foi definido anteontem em Curitiba numa reunião entre o reitor Luiz Antônio de Souza, o prefeito Jairo Gianoto (PSDB), diretores das secretarias da Saúde e da Ciência e Tecnologia e o chefe do Gabinete Civil, Rafael Greca.
O que motivou a reunião em caráter de emergência realizada no Palácio Iguaçu foi a morte da estudante Flávia Aparecida Schiavon, de 13 anos, no último dia 26, num posto municipal de saúde. Flávia esperou mais de nove horas por atendimento médico especializado, pedido à Central de Vagas do SUS.
Como não havia neurologista à disposição dos pacientes do SUS, Flávia morreu. Até ontem, a Secretaria Municipal de Saúde não sabia explicar a divergência entre o atestado de óbito da menina, assinado por uma médica do posto de saúde, que indicou morte por insuficiência cardiorrespiratória. Já o laudo de necrópsia do Instituto Médico-Legal (IML) apontou traumatismo craniano.


