O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social, padre Roque Zimermann veio ontem à cidade para discutir a intervenção da Unidade Social Oficial de Internação de Londrina (Usoil), também conhecida como Educandário. Pela manhã, o secretário reuniu-se com a promotora Édina Maria de Paula, autora da ação que pediu a intervenção e com o juiz da Vara da Infância e Juventude Ademir Ribeiro Richter. A secretaria pretende processar a empresa responsável pela obra.
Segundo o secretário, o intuito do encontro era definir estratégias conjuntas para o processo de intervenção. ''Queremos uma parceria muito estreita entre MP (Ministério Público) para nós não atendermos as exigências deste ou daquele órgão mas para que o Educandário se torne o melhor lugar possível'', diz.
Zimermann credita boa parte dos problemas registrados no início do funcionamento do Educandário rebeliões, fugas e tumultos à precariedade do prédio e promete processar a empresa responsável pela obra, a Construtora Cidade Bela, de Realeza (75 km a oeste de Francisco Beltrão ), e pedir ressarcimento. Na primeira rebelião, os adolescentes quebraram as paredes e chegaram, segundo o secretário, a arrancar a armação de ferro do concreto armado.
Segundo Zimermann um laudo está sendo confeccionado para embasar a ação. ''Estou profundamente desgostoso com a obra e provavelmente a empresa vai responder um processo criminal por isso'', afirma. A obra custou R$ 1,2 milhão e demorou quase o dobro do tempo previsto para ser entregue.
O proprietário da Cidade Bela, Leandro Sassi, afirma que a construção seguiu todas as especificações previstas no projeto e que a empresa não teme a investigação. ''A obra é sólida e o prédio não tem nenhum problema'', afirma.
Na segunda-feira a interventora Laura Okamura, doutora na área de ressocialização do adolescente infrator, deve assumir o cargo. Segundo a promotora, a expectativa é que após assumir a profissinal apresente um projeto em quinze dias.

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