A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) respondeu que ''a falta de investimentos no passado deixou a situação em um nível alarmante, mas está sendo controlado e vai ser diminuído''. Para o Estado, a sensação de insegurança medida pela pesquisa viria ''dos anos de descaso'', marcados por políticas públicas inexistentes ou ineficientes.
''Londrina é prioridade para o Governo. Além de receber Projeto Povo, Patrulha Escolar Comunitária, já recebeu reforço no efetivo, terá a Companhia Independente da PM (na Zona Norte) que reforçará o número de operações especiais para o combate à criminalidade, além de armas, reformas, coletes, viaturas'', enumerou, por e-mail, o secretário Luiz Fernando Delazari.
Ele considerou natural o fato de os entrevistados apontarem as ruas como os locais mais violentos da cidade. ''É onde existe mais circulação de pessoas, de dinheiro e menos barreiras físicas'', destacou. Continuando, argumentou que, ao contrário do que apontaram os entrevistados - que violência se combate aumentando o número de policiais -, não é contratando milhares de policiais que o problema da segurança será resolvido.
''Temos que pensar em polícia do futuro, maximizando o trabalho e não apenas inflando as instituições policiais para que fiquem gigantescas e, consequentemente, achatem os salários dos policiais'', opinou. Mas ressaltou que o Paraná contratou mais de quatro mil policiais nos últimos quatro anos.
Delazari concordou que violência também se enfrenta com mais emprego e educação de qualidade e afirmou que o Governo priorizou investimentos na área social, em políticas de geração de trabalho e renda e outras ações de inclusão. Entretanto, alertou, ''são tarefas que demandam tempo e que não mudam uma realidade do dia para a noite''.
Por fim, o secretário citou que mais de 100 novos PMs já estão nas ruas e outros 150 reforçarão o efetivo local até o final do ano, 80 civis (60 para a PM e 20 para a Civil) foram contratados e liberados policiais para o trabalho de rua e mais de 160 novas viaturas, 600 novas armas e um módulo móvel foram adquiridos. E reforçou que o governo tem um plano de continuidade de investimentos que compreenderia a ampliação da Patrulha Rural Comunitária, realização de concurso para a Polícia Civil e atuação inteligente com base no mapeamento do crime. (L.A.)

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