Estado 'admite' alta incidência
Estado admite alta incidência
No Protocolo de Medicamentos Excepcionais da Secretaria da Saúde do Paraná, o governo do Estado admitiu que a incidência da hepatite B é alta. Em uma observação do documento, o Estado informou que está fazendo tratamento preventivo com vacinação contra hepatite B acima do nível exigido pelo Ministério da Saúde porque o medicamento para o tratamento é caro e a incidência é alta no Paraná. A Folha teve acesso ao conteúdo do protocolo no Hospital Universitário de Londrina.
Durante a semana, a chefe da Central de Medicamentos do Paraná (Cemepar), Lore Lamb, enviou à Folha outro protocolo de Medicamentos Excepcionais, que segundo ela acaba de ser elaborado. Lore garantiu que, embora ainda não tenha sido publicado no Diário Oficial do Estado, o novo protocolo já está em vigor. Na próxima semana, o documento deverá ser enviado a todos os hospitais do Paraná, garantiu. No novo protocolo não consta mais aquela observação.
Até o ano passado o Estado não fornecia medicamentos para tratamento da hepatite B. Mas já estamos liberando o Lamivudina, afirmou a chefe da Cemepar. O hepatologista Fernando de Souza afirmou, no entanto, que a Lamivudina não é indicada para todos os casos. Este remédio atua bem num vírus mutante do tipo B. A droga também é bem utilizada para estágios avançados da doença.





