O estádio Willie Davids, no centro de Maringá, está se tornando o local preferido dos desocupados que buscam locais sem movimento para consumir drogas ou fazer sexo. Os funcionários da prefeitura que fazem a limpeza do estádio estão acostumados a encontrar sacos com cola de sapateiro, seringas e preservativos usados. Os invasores acabam quebrando lâmpadas, portas das cabines de rádio e até vasos sanitários.
Segundo o administrador do estádio, Milton Leoncio Siqueira, as pessoas entram na área de arquibancada porque encontram facilidade. O portão principal não tem nenhum obstáculo. Apenas em dias de jogos são instaladas barras de ferro e catracas para ordenar a entrada de torcedores. Mesmo quando as barras são mantidas nos portões, não existe dificuldade de acesso ao estádio.
O ideal, explica Siqueira, seria fechar o acesso principal com portões permanentes, abrindo o estádio ao público apenas em dias de eventos. Ele revela que é comum de um dia para o outro encontrar cola de sapateiro, seringas e preservativos no meio da arquibancada descoberta. Ontem ele recolheu duas bermudas no fosso da geral e na entrada dos fundos. ‘‘Não dá nem pra imaginar o que acontece aqui de noite’’, afirma.
O vandalismo é o que mais preocupa Siqueira. Ele revela que onde os desocupados promovem destruição como banheiros e cabines de imprensa, o acesso é dificultado com alambrados. ‘‘Mesmo assim o pessoal consegue pular e quebra tudo que encontra pela frente’’.
Siqueira já pediu providências para a polícia, que de vez em quando faz rondas no local, e para a prefeitura, que alega não ter recursos para instalar um portão na entrada principal. O secretário de Esportes de Maringá, Roberto Garcia Neves, não foi encontrado ontem pela Folha.

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