Estádio será erguido em área de erosão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de agosto de 2001
Vânia Moreira<BR>De Umuarama 
Uma das maiores e mais antigas erosões de Umuarama vai dar lugar a um complexo esportivo com estádio de futebol, quadras poliesportivas e pista de atletismo. Esta semana, o prefeito Fernando Scanavaca (PPB) começou a negociar com os quatro proprietários dos terenos a compra ou desapropriação da área de aproximadamente 10 mil metros quadrados, localizada entre o centro e o Jardim Colibri. A construção do complexo deve começar até o final do ano. Segundo o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), R$ 600 mil já estão garantidos no orçamento deste ano do Governo Federal para início das obras.
O projeto, avaliado em R$ 2 milhões, vai eliminar a voçoroca que ameaça a Avenida Parigot de Souza e dezenas de casas construídas nos fundos dos jardins Paineira e Colibri. No local existe uma nascente, onde desembocam parte das galerias de águas pluviais da cidade. Atualmente a erosão está sob controle, mas os trabalhos de contenção da voçoroca já consumiram muito dinheiro. Em 1993, a cratera avançou em direção à Parigot de Souza, destruiu toda a tubulação de águas pluviais e cortou uma das pistas da avenida.
Segundo o secretário municipal de Obras e Urbanismo, Luiz Simone, o aproveitamento do fundo de vale vai exigir obras preliminares de drenagem e aterramento. Ele explica que serão construídos 320 metros de tubulações duplas e um canal de concreto para canalização da nascente até o Ribeirão Pinhalzinho. Posteriormente, a área será drenada e aterrada para as construções. Essa etapa da obra, de acordo com Simone, pode custar quase R$ 700 mil.
No local, o município pretende construir um estádio com capacidade para 8,5 mil pessoas. A cidade passaria a contar com dois estádios. Mais moderno que o Lúcio Pipino, o novo estádio terá arquibancadas cobertas, pista de atletismo e estacionamentos. O projeto prevê ainda a construção de nove quadras poliesportivas e pistas de cooper, ao longo das margens do riacho. As obras serão custeadas pelo Ministério da Infra-Estrutura e a prefeitura de Umuarama. O prefeito Fernando Scanavaca (PPB) quer concluir o projeto nos próximos dois anos.


