Silvana Leão
De Londrina
O calor e o forte sol da tarde de ontem não intimidaram as cerca de 15 mil pessoas que lotaram as arquibancadas e parte do gramado do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) – área central de Londrina – no encerramento da primeira etapa das Missões Populares, movimento da Igreja Católica colocado em prática este ano pela Arquidiocese. Durante nove meses, entre março e novembro, 14 mil missionários visitaram 99 mil famílias no município, com o objetivo de trazer de volta os católicos afastados da igreja.
Durante cerca de duas horas e meia, os fiéis cantaram, rezaram e comemoraram o sucesso do movimento, que de acordo com o arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavallin, ‘‘deu uma sacudida’’ nos católicos. ‘‘Percebemos muita gente voltando para as missas e para as confissões’’, observou.
Na missa que encerrou a celebração de ação de graças, o arcebispo usou uma vassoura para ilustrar sua oração, onde pediu que cada família varre de dentro de sua casa todas as formas de violência, como o egoísmo, o consumismo e o machismo. A próxima etapa das Missões vai trabalhar justamente com as igrejas domésticas, onde a meta é, acima de tudo, estimular a consciência crítica. ‘‘Vamos trabalhar com a Bíblia e com notícias de jornais’’, explicou Dom Albano.
Segundo o coordenador das Missões no município, frei Adelino Frigo, no ano que vem os católicos vão se preparar para atingir os jovens – alvo dos trabalhos em 2001. O frei explicou que das 18 dioceses do Paraná, oito já estão realizando o movimento de busca de fiéis, que começou há cerca de cinco anos em Natal. Em Londrina, o grupo de missionários perdeu cerca de mil voluntários durante os nove meses de trabalho, que foram compensados por mais mil que entraram para o movimento.

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