Estações vão abrigar centros culturais
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Recuperar o patrimônio público, impedir ações de vandalismo e criar novos locais de turismo, lazer e cultura. É o que se espera com a restauração das estações ferroviárias de Jacarezinho, Santo Antônio da Platina, Joaquim Távora, Andirá e Bandeirantes, no Norte Pioneiro. Inauguradas nos tempos áureos do café, em torno de 1920, estavam sem condições de abrigar qualquer tipo de projeto.
Foi assinado na última semana um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público Federal (MPF), a América Latina Logística (ALL), a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O TAC é resultado do acompanhamento do MPF dos desdobramentos da ação civil pública proposta em maio de 2006, pela qual a ALL foi condenada a recuperar as linhas férreas e as estações de trem.
Em Jacarezinho, a proposta é que a estação, depois de restaurada, sirva para a instalação de um centro cultural. Segundo a procuradora geral do município, Leana Maria Bacon, a área compreende o prédio da estação, algumas casas e o prédio do armazém. ''Só será restaurada a estação, que está desocupada, pois as condições do prédio não permitem instalação de nada no momento'', atesta.
Leana lembra que por ser um prédio tombado só poderão ser feitas alterações visando a acessibilidade, como rampas e banheiros especiais. ''Depois de restaurado será entregue ao município e temos que ver o que vai dar para ser instalado. Queremos valorizar a história e a cultura do município'', ressalta.
Em Santo Antônio da Platina, o diretor do Departamento Municipal de Cultura, Carlos Alberto Teixeira de Annunciação, afirmou que o prédio sofreu ações de degradação, como infiltrações e atualmente está com três famílias morando irregularmente, mas que deverão ser retiradas até o início das obras. ''Elas já estão cadastradas no programa 'Minha Casa minha vida' e até as casas ficarem prontas, irão para abrigos. Depois de restaurada, vamos usar a estação para criar um espaço gastronônico e um museu ferroviário. Vamos para Curitiba buscar equipamentos da época'', explica.
Segundo o diretor, posteriormente será feita a restauração da linha férrea, com integração com a Rota do Café. ''Existem cinco antigas moradias de ferroviários que em uma terceira etapa serão transformadas em centros comunitários. Queremos trazer de volta o movimento da estação ferroviária da época''.


