Estações-tubo estão mais apertadas
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quinta-feira, 20 de março de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Albari RosaDo lado de foraEstações-tubo na Avenida Sete de Setembro no horário de saída do Curso Positivo: fila na calçada, espera de até dez minutos e necessidade de ampliaçãoChova ou faça sol, durante pelo menos vinte minutos, todos os dias, entre 12h20 e 12h40, a estação-tubo Coronel Dulcídio, na Avenida Sete de Setembro, em Curitiba, fica vestida com os uniformes do Colégio Positivo. À hora da saída, 12h20, uma enxurrada de moças e rapazes que fazem o cursinho se dirigem para a estação. A espera, segundo eles, para pegar um ônibus é de cerca de 10 minutos. As sete turmas da manhã têm mais de 2 mil alunos.
A Urbanização de Curitiba (Urbs) só realiza a instalação de novas estações-tubo depois de avaliar se a demanda exige e a viabilidade física do local. Como exemplo, o diretor de operações da Urbs, Euclides Rovani, cita a instalação de mais um tubo para atender à linha Colombo-CIC, atrás da Catedral.
Mas algumas estações da Avenida Sete de Setembro já estão precisando de instalações mais amplas. Elas foram concebidas há quase dois anos, quando não havia ainda o Shopping Curitiba nem o novo prédio do Positivo, inaugurados no ano passado. Desde então, o fluxo de passageiros na região, principalmente nas estações Praça Oswaldo Cruz e Coronel Dulcídio, cresceu bastante.
A ampliação do tubo da estação Coronel Dulcídio está em estudo e poderá ser efetivada. Nos próximos dias, vamos ampliar a estação da Praça Oswaldo Cruz, que atende ao Shopping Curitiba. Durante todo o período da tarde, a estação fica lotada. O custo nesses casos é bem em conta porque requer apenas uma ou duas estruturas de aço e vidro. As estações-tubo são modulares e permitem ampliação, inclusive com área externa para desembarque. A instalação de uma dessas estações completa - estrutura, motor, preparo do local - requer recursos de aproximadamente R$ 40 mil.
Nos horários de pico comercial e escolar, a frequência dos ônibus das linhas que passam por ali - Santa Cândida/Capão Raso e Pinheirinho/Rui Barbosa - é de 90 em 90 segundos, esclarece Rovani.
De acordo com o estudante Paulo Sérgio Gurgel, as pessoas que ficam na porta e não entram no ônibus são as que mais atrapalham. Elas impedem que a entrada fique livre e menos gente consegue embarcar. O ideal seria embarque e desembarque separados e uma campanha educativa.
Camila Regadas, também do cursinho do Positivo, disse que mais um tubo ajudaria bastante. Outro problema apontado por ela é a lotação dos ônibus. Até o terminal do Cabral a gente vai de pé. Para o cobrador Antônio Carlos Rodrigues, as filas são diárias e não tem jeito de todos entrarem no tubo. É muito aluno, reconhece. Ele também enfrenta o problema do troco que retarda a movimentação das pessoas.


