Da Redação
Seis das 25 estações móveis previstas para serem instaladas ao longo dos rios de Curitiba e Região Metropolitana já estão em operação desde o mês passado. A função dos equipamentos é medir o avanço das águas e avisar a Defesa Civil que as populações ribeirinhas terão de se prevenir contra prejuízos numa eventual enchente ou enxurrada.
O projeto está sendo coordenado pela Superintendência de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) e envolve investimentos de R$ 2,2 milhões. Fazem parte do monitoramento os rios Iraí, Pequeno, Barigui, Palmital, Belém, Iguaçu e Atuba. O funcionamento do sistema consiste no cruzamento de informações de dados metereológicos, índices pluviométricos e as informações sobre o nível das águas dos rios.
Através destes dados, a Suderhsa acredita que se houver necessidade, a Defesa Civil terá condições de se antecipar e alertar os moradores de áreas de risco, evitando prejuízos de enchentes e riscos para a população. Outras 15 estações sob monitoramento da Suderhsa já estavam em funcionamento. A única diferença é que os equipamentos só transmitiam informações que embasavam estudos científicos do nível dos rios.
No entanto, em enxurradas verificadas como a do dia 20 de fevereiro passado, seria praticamente impossível avisar a população se as novas estações estivesses em funcionamento. O diretor de recursos hídricos da Suderhsa, Ivo Heisler, explicou que o índice pluviométrico verificado na ocasião foi acima do normal, sem a chance de acionar com antecipação todo o esquema da Defesa Civil. Na época foram atingidos 33 bairros e desalojadas 174 pessoas.

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