Londrina - Estacionamentos não oficiais no entorno do Parque Governador Ney Braga têm explorado vias públicas sem autorização do município de Londrina. O Jardim São Francisco de Assis (zona oeste) fica ao lado de uma das entradas do parque e moradores da região usam os quintais das casas como vagas alternativas para carros. No entanto, alguns exploram vias públicas para arrecadar dinheiro do público que quer fugir do estacionamento oficial do evento, cujo preço hoje é de R$ 20.
Os guardadores de carro atuam em vias como as ruas Deputado Ardinal Ribas, Alumínio, dos Inconfidentes, do Aço, do Antimônio, Zinco, Níquel, Estoril e Prata e a Avenida Ouro. As vagas são "reservadas" com a colocação de banquetas, sem preocupação com o fluxo de pedestres e veículos. Os guardadores chegaram a pintar faixas completamente tortas nas ruas para delimitar de forma ilegal as vagas de estacionamento. Os guardadores fazem isso para lotear as vias públicas entre os moradores que agem como arrecadadores. Caixas de madeira, cavaletes e cones ocupam os espaços em frente às residências.


Os valores cobrados nos estacionamentos alternativos giram em torno de R$ 15. O morador Marcos Alberto Rufino usa o próprio quintal como estacionamento há 15 anos. "Aqui eu não entrego o carro se a pessoa não possuir o tíquete", garantiu. Ele destacou que uma vez que o valor é pago, o veículo pode ficar até o dia seguinte na vaga. Na frente da casa dele há vagas reservadas indevidamente, mas Rufino disse que não sabe quem está cuidando desses espaços.
Na Rua Prata, o casal de aposentados Nelson Braz dos Santos e Josefina da Silva Santos também aluga vagas no quintal de casa. Questionados sobre os caixotes de madeiras que reservavam vagas na frente da residência, já em espaço público, Santos diz que a vaga estava reservada para o filho dele estacionar. "Como alugamos todos os espaços no quintal de casa, reservamos essa vaga na rua para meu filho", disse sem constrangimento. Questionado sobre o motivo da reserva de vagas na via pública por uma extensão de quase sete imóveis com esses caixotes, Nelson Santos revelou que os demais eram reservados por vizinhos, que negam a acusação.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que fez uma nova fiscalização durante a tarde de ontem e que caixotes e cones foram retirados.

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