Estacionamento irregular prejudica usuários
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Revoltado com a falta de bom senso de alguns motoristas, o comerciante Edmilson Massi decidiu reclamar. Depois de passar duas horas parado em fila dupla no estacionamento do Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Região Central de Londrina, esperando uma vaga, ele contou quantos veículos parados lá impediram que ele acompanhasse a esposa na consulta do filho de quatro anos.
''Percebi que das 12 vagas sete estavam ocupadas por carros de pessoas que nem sequer entraram no hospital'', conta o comerciante. ''Isso é recorrente em horário comercial porque já vim à noite e o estacionamento é mais vazio.''
A reportagem da FOLHA foi até a unidade e constatou, em menos de meia hora, que as reclamações têm sentido. Em um dos flagrantes, um motorista estacionou em uma das vagas do hospital. Só que ao invés de entrar no PAI, ele subiu a Rua Sergipe. Cinco minutos depois, ele voltou ao carro e deixou o estacionamento sem ao menos adentrar a unidade de saúde.
Conforme a direção do hospital, o PAI conta com dois estacionamentos: um de uso exclusivo dos funcionários e outro, com 12 vagas, gratuito aos usuários. Entretanto, é comum as vagas serem ocupadas por veículos de pessoas que vêm ao Centro realizar outros afazeres. Informação confirmada inclusive por transeuntes que passavam pelo local no momento da reportagem.
Para driblar o problema, foi solicitada à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a confecção de uma placa informando que o estacionamento é de uso exclusivo de pessoas em atendimento no hospital. Este mês já foi realizada a pintura das vagas e a demarcação dos espaços para motos e ambulâncias. Ainda segundo a direção do PAI, como os dois guardas que fazem a segurança do local não têm disponibilidade para tomar conta do estacionamento dos usuários, a CMTU deverá encontrar uma maneira de punir os aproveitadores.
Conforme o diretor de Trânsito da CMTU, Sérgio Dalbem, por se tratar de um estacionamento público de uma instituição pública, é necessária regulamentação específica para coibir o mal uso das vagas. ''É normal sinalizar o espaço, mas se há problemas, vamos conversar com a direção do hospital para tomar medidas posteriores'', garantiu o diretor.
Parceria com empresa
Situação semelhante acontecia no estacionamento do Hospital Infantil, na Região Central. No entanto, segundo o superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad, este ano foi realizada parceria com uma empresa particular para melhorar a administração dos estacionamentos dos três hospitais, que deixaram de ser gratuitos.
''Finalidade do estacionamento é atender quem usa o serviço do hospital, mas sem controle, o uso das vagas era distorcido'', avaliou Haddad, lembrando que a irmandade chegou a administrar os estacionamentos sozinha, mas não teve sucesso. ''Vagas são poucas então é necessário que uma empresa especializada, inclusive em ambientes hospitalares, controle o fluxo de veículos'', reiterou. Todo o dinheiro arrecadado é destinado ao pagamento dos custos administrativos


