Estação pesquisa limpeza de esgoto
PROJETO PILOTO
Estação pesquisa limpeza de esgoto
A Sanepar e o Instituto de Saneamento Ambiental (Isam) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) inauguram uma estação piloto para pesquisar alternativas para o pós-tratamento de efluentes do esgoto. A intenção é aumentar a eficiência do tratamento atual, através de uma tecnologia própria que seja viável econômica, técnico e ambientalmente.
Segundo Ary Haro dos Anjos Júnior, gerente do Grupo Específico de Consultoria, Intercâmbio e Pesquisa (Gecip) da Sanepar no Paraná, hoje todas as estações de esgoto recebem tratamento pela tecnologia Ralf, desenvolvida pela própria Sanepar que garante eficiência de 80%. A estação de tratamento Belém, entretanto, recebe um pós-tratamento que amplia a sua eficiência para até 98%. O problema é que a tecnologia empregada é muito cara. diz. As tecnologias de pós-tratamento custam, hoje, entre US$ 150,00 a US$ 200,00 por habitante, enquanto a tecnologia de tratamento Ralf custa US$ 15,00 a US$ 20,00 por habitante. Nós queremos melhorar o Ralf sem onerar muito, de modo que um sistema que custe apenas mais US$ 10,00 por habitante tenha o mesmo resultado que o de US$ 200,00.
Para chegar a este resultado, a Sanepar e Isam/PUC-PR vão pesquisar, durante um ano, quatro diferentes tecnologias, que poderão ser utilizadas em situações diferentes, conforme as necessidades de espaço físico, características operacionais, tipo de solo em que deverá funcionar. Com isso, cada tipo de pós-tratamento será adequado ao tipo de estação. As pesquisas, com custo de R$ 100 mil, serão feitas com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério das Ciências e Tecnologia (Finep), Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), Recursos Humanos e Estratégicos (Rhae), ligado ao governo federal, e Caixa Econômica Federal.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, 80% dos problemas de saúde são causados pela água, por isso, a importância de investirmos na qualidade da nossa água, diz o engenheiro, que não quer antecipar os resultados das pesquisas. Para ele, as melhorias no impacto ambiental, assim como a eficiência do tratamento do esgoto, só poderão ser medidas daqui há um ano, com a conclusão das pesquisas.(M.G.)





