Curitiba - Será inaugurada hoje a maior estação de tratamento de água do Paraná. Segundo a Sanepar, a estação Iraí terá capacidade para produzir água suficiente para abastecer Curitiba e região metropolitana até 2010. Numa segunda etapa do programa Paranasan, financiado pelo Japão, está prevista a construção de mais uma estação de tratamento, a Miringuava, e o aumento de 78% na oferta de água tratada, garantindo abastecimento até 2015.
No total, o programa tem financiamento de US$ 392 milhões, que representam 70% dos recursos investidos. O contrato assinado em 1998 previa prazo de cinco anos para a execução das obras, sete anos de carência e mais 18 anos para amortizar a dívida, com taxa de 4% ao ano.
As obras da estação do Iraí terminaram oito meses antes do prazo previsto. Como a estação já funciona desde o início de fevereiro em fase de testes, já ajudou a superar o déficit no abastecimento de Curitiba e região durante o verão passado. Desde fevereiro, a Iraí está produzindo 1.500 litros por segundo e tem capacidade para produzir até 4.200 litros por segundo.
De acordo com o presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, o maior diferencial da estação é a utilização de um novo processo de tratamento, por flotação, em vez de decantação ou sedimentação, como as demais estações existentes até agora. A flotação consiste em utilizar injeção de ar de baixo para cima no tanque, o que faz com que as partículas de resíduos subam até a superfície para que sejam retiradas. O sistema é mais rápido que a decantação ou sedimentação, que demoram até três horas para que as partículas se acomodem no fundo do tanque.
O novo processo faz com que o espaço físico necessário para o tratamento seja bem menor, além disso reduz em 25% o consumo de produtos químicos. A flotação impede que as algas fiquem presas aos filtros. Segundo o gerente de produção da Sanepar, Agenor Zarpelon, as 33 ações contra a proliferação de algas na Represa do Iraí continuam sendo aplicadas.
As medidas, adotadas no final de julho do ano passado, são direcionadas à bacia hidrográfica do Iraí, ao lago, à estação de tratamento e à comunidade. O resultado até agora é que o volume de carga orgânica que era de 138 quilos de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) por dia, já foi reduzida para 25 quilos/dia.

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