Desde a implantação do Plano Real o número de casais que querem se separar judicialmente em Curitiba vem aumentando consideravelmente. Em 97, auge do Plano Real, de acordo com a Corregedoria Geral da Justiça, a cidade teve 2.104 pedidos e em 98 este número baixou para 1.950. No ano de implantação do plano, em 1993, o número foi de 1.592 pedidos (24% menor).
Na prática a maioria dos casais que pedem a separação judicial já está separada. E a estabilização econômica dá a possibilidade desses casais regularizarem suas situações perante à justiça.
Essa é a opinião do advogado Antonio Bassi, 56, ex-promotor e especialista na área cível. ‘‘O aumento do poder econômico da população se reflete no supermercado, nas lojas, e também nos tribunais’’, argumenta.
Para ele, a instituição casamento vem cedendo espaço para o que se chama de ‘‘sociedade de fato’’, ou seja, o amasiamento ou concubinato. ‘‘O casamento está vivendo uma crise natural, e a lei do concubinato, hoje, garante os mesmos direitos do matrimônio tradicional’’, diz.
Segundo a Lei do Concubinato, um filho já garante, de imediato, os mesmos direitos dos casais unidos oficialmente a casais amasiados. Para aqueles que não têm filho, ainda é preciso uma convivência mínima de 5 anos. ‘‘As pessoas preferem apenas se juntar, pois é menos burocrático, e, com a crise econômica deste ano a tendência, com certeza, é diminuirem os pedidos de separação’’, finaliza Antonio Bassi.

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