Estabelecimentos de ensino têm estrutura física inadequada
Estabelecimentos de ensino
têm estrutura física inadequada
Londrina tem hoje 127 mil alunos de pré-escola até o ensino médio (segundo grau) matriculados nas 348 escolas estaduais, municipais e particulares. O levantamento, realizado pela Folha, inclui salas municipais de alfabetização de jovens e adultos.
Entre as escolas públicas, um dos grandes problemas enfrentados são as condições físicas inadequadas. Pelo menos foi isso que o secretário municipal de Educação, Dorival Perez, encontrou quando assumiu a pasta, no início de 1997. Segundo ele, praticamente todas as escolas necessitavam de reformas. Quase que desisto!, brincou. Porque não é admissível que uma criança de favela, por exemplo, encontre na escola um ambiente pior do que ela vive, diz.
Perez lembra ainda que, das 123 escolas municipais, pelo menos cinco delas (quatro na cidade e uma no distrito de Espírito Santo) estavam em situação degradante: os prédios tinham sido construídos há muito tempo, até 30 anos atrás, e com material inadequado, como aglomerado de pó de serra com cola.
Das cinco escolas, apenas a do Parque Ouro Verde, na zona norte, ainda não teve solução; ela terá que ser totalmente reconstruída. Sem contar os outros prédios que passaram, estão passando ou ainda passarão por reformas. O nosso objetivo é que, até o final do ano que vem, todas as escolas tenham boas condições para receber o aluno, garante.
Já a chefe do Núcleo Regional de Ensino (NRE), Maria Genoveva Puccini Belucci, garante que, de forma geral, as escolas estaduais de Londrina estão em boas condições físicas e de ensino. Ela lembra que o Colégio Marcelino Champagnat, um dos mais antigos da cidade, está passando por reformas; e está prevista a restauração do Hugo Simas, o mais antigo, até o final do ano.
Claro que problemas de manutenção, como problemas elétrico ou hidráulico, sempre existem, observa. Mas cada escola tem sua particularidade. Genoveva diz também que o número de professores e funcionários, embora distante do ideal, é ao menos suficiente para atender à demanda.
Sobre as reclamações de falta de vagas, a chefe do NRE garante que este problema hoje não existe. Pelo contrário: Este ano tivemos quase quatro mil vagas sobrando, afirma.
O que às vezes causa irritação de pais e filas formadas na madrugada, segundo ela, são problemas localizados. O mais comum é a grande procura pelas escolas localizadas no centro da cidade. Tem pai que acredita que no centro a qualidade é melhor. E não é verdade, todas as escolas são bem servidas, lembra. Mas a procura é grande no centro e sobra vaga na periferia.
No sistema particular, a maioria das 150 escolas atendem a pré-escola, com alunos de até seis anos. Apenas 10% delas dão conta do ensino médio. É o que informa Luiz Ferraresi, presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná.





