Para quem precisa de atendimento, esperar nas filas dos hospitais torna-se um drama. A zeladora Aparecida Maria Cardoso, de 43 anos, esperava na tarde da última quinta-feira pelo resultado da tomografia feita no filho, internado no Hospital da Zona Norte (HZN) com uma lesão na coluna. ''Sei que o meu filho está sendo bem medicado, mas ele precisa de uma vaga em outro hospital para ser avaliado por um neurologista, e a gente não sabe quando vai conseguir.''
Também no HZN, Dalvina Aparecida Fonseca Ridão, de 40 anos, tentava uma consulta para o filho de quatro anos, com febre e tosse. ''Eu trabalho de manhã, e o pediatra do Posto de Saúde também só trabalha neste horário. Não tem como levar lá.'' Ela estava com a filha, Michele Cristiane Fonseca dos Santos, de 19 anos, que por sua vez trazia o filho de sete meses nos braços. ''Ele tem bronquite, e sempre trago direto aqui, porque no Posto tem limite de consulta.''
No Hospital Universitário (HU), outro retrato da superlotação: a dona-de-casa Damaris de Lima de Souza, de 32 anos, fazia vigília ao lado de um berço no corredor do PS, onde estava o filho diabético de três anos, com hipoglicemia. A previsão era de passar a noite ali, sentada em uma cadeira sem conforto. ''Esta nossa saúde é uma calamidade.'' (S.L.)

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