''É importante ter estrutura física, como laboratórios, mas o essencial é contar com recursos humanos de qualidade. E nesse quesito conseguimos uma boa avaliação.'' A análise é da pró-reitora de graduação, Maria Inês Nobre Ota. Ela destacou que o mérito é dos próprios professores, que sempre buscaram maior qualificação.
Segundo ela, a queda na avaliação do número de docentes é porque a pesquisa foi feita no início do ano. ''É quando temos os testes seletivos para preencher vagas e pode haver lacunas nas aulas, mas todas são repostas'', garante. Mas ela admitiu que o ideal seria contar com mais professores efetivos.
A qualidade e o desempenho dos professores, ainda segundo Maria Inês, aumentou também por causa da exigência de titulação nos concursos e testes seletivos. O crescimentos dos cursos de especialização e pós-graduação foi apontado como outro fator que impulsionou o índice.
Algumas providências práticas contribuíram com a boa avaliação de certos serviços: descentralização dos pontos de xerox, criação de bibliotecas setoriais, abertura de atendimento noturno na Pró-reitoria de Gradução e investimento em equipamentos para laboratórios.
Um exemplo é a recente doação de material eletrônico, como câmeras, DVDs e computadores, feita pela Receita Federal.
Por outro lado, a UEL informa que providências estão sendo tomadas para resolver os problemas que tiveram a pior avaliação na pesquisa. O prefeito do campus, Laerte Matias, destacou que a questão da segurança motivou a instalação de cancelas, monitoramento com câmeras, alarme, melhoria do sistema de comunicação entre os vigias e da iluminação, com poda seletiva das árvores.
Matias adverte, porém, que seriam necessárias também a implantação de controle de acesso aos prédios da universidade e ronda mais efetiva da polícia. ''Mas são atitudes que têm de ser discutidas com o Conselho Universitário'', lembra. ''E este é um grau de insatisfação que não é exclusivo do campus, mas reflete o que está acontecendo lá fora'', acrescenta.
A readequação dos prédios para deficientes já foi definida pelo Grupo de Planejamento Estratégico como prioritária para esse ano. Sobre as críticas em relação à manutenção, Matias disse que o crescimento da comunidade universitária implica em maiores dificuldades nos cuidados com o campus. Atualmente, 23 mil pessoas frequentam a universidade diariamente.
''O nível de cidadania do brasileiro aumentou. Então essa cobrança maior é natural e normal'', constata o prefeito.

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