O diretor do IML de Londrina, Antonio Carlos de Queiroz, disse ontem que o convênio assinado em 97 ajudou a controlar ‘‘o comércio selvagem’’ entre as funerárias, com uma escala entre as empresas. Segundo ele, o acordo teve parecer da assessoria jurídica da Secretaria de Segurança Pública e o aval das funerárias e do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina.
Queiroz afirmou que na época o IML estava em situação precária, com mais de dois mil laudos em atraso e a polêmica foi a intriga de funerárias que não aceitavam a escala para a liberação de cadáveres. ‘‘Era para organizar a baderna’’. Segundo ele toda morte onde havia interesse financeiro gerava briga entre as empresas. ‘‘Eles retiravam o corpo do local e até consumiam com o corpo’’, lamentou.
O convênio foi extinto em junho de 98 em razão das denúncias contra o IML e o próprio Conselho de Segurança. De acordo com Queiroz, o IML não tem mais relações com as funerárias e proibiu a cobrança de qualquer taxa. ‘‘Foi um trabalho transparente, houve prestação de contas submetida ao Conselho de Segurança. O diretor do IML diz ainda que a ‘‘relação espúria’’ entre as funerárias ocorre fora do instituto.
Segundo ele, a disputa por cadáveres ocorre em cidades com mais de uma funerária. ‘‘A briga é tão nojenta que às vezes eles interferem e convencem as famílias’’, comenta. Queiroz ganhou uma ação de danos morais contra uma funerária, está processando outra empresa e proibiu agentes funerários de mexer em cadáveres vítimas de acidentes antes da chegada do IML. (L.R.)

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