Quando foi colocado na Praça 1º de Maio, na década de 60, o busto do senador Abilon Souza Naves certamente ocupava um local de destaque, de onde o povo poderia admirá-lo e até ler a placa que justifica a homenagem ao senador da república morto em 1959 e que foi chamado, na época, por políticos londrinenses de o ‘‘chefe do trabalhismo paranaense’’. O tempo passou. A praça foi mudando e os urbanistas que planejaram essas alterações esqueceram uma coisa: a estátua do senador. Deixada em um canto, a escultura fica de costas para o povo e para a Concha Acústica e de frente para a rua que leva o seu nome, porém totalmente encoberto por um canteiro de arbustos. Quem tiver a curiosidade de saber qual personagem histórico a escultura representa, tem que entrar no canteiro, pisar na terra e na grama até conseguir ler a placa. Em uma cidade que não luta para preservar sua história e suas praças, é mais uma prova de desrespeito à memória e ao espaço público. (Adriana De Cunto)

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