''Esquecer é impossível, mas se pode superar a dor''
Segundo a psicóloga do Creas, Alessandra Rocha Santos Silva, mulheres adultas, abusadas quando crianças, relatam que não conseguem manter um bom relacionamento sexual pela assimilação com o trauma do passado. Em outros casos as pessoas acabam se tornando dependentes químicos e de álcool.
No caso dos meninos há uma preocupação ainda maior. ''Muitos deles acabam não identificando qual a sua sexualidade. Alguns perguntam 'tia, eu sou menino ou menina?', são situações que tiram a autoafirmação da criança'', afirma a psicóloga.
Após o processo de rompimento com a agressão, o ideal é um acompanhamento de terapia, para a família e principalmente para a vítima. ''A criança não pode se sentir culpada porque o agressor teve que deixar o ambiente familiar. O trabalho do profissional nesse momento é necessário para que ela reconquiste a autoestima. Esquecer é impossível, mas se pode superar a dor''.
(B.M.)





