A Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), se apresentou na tarde de ontem em Londrina pintando os céus com suas cores e emocionando o público com acrobacias. Os ''superpilotos'' fizeram parte da programação da 51º edição da Exposição Agropecuária de Londrina.
Durante aproximadamente uma hora de show, sete aeronaves Tucano T27 fizeram suas famosas manobras arriscadas, cheias de malabarismos e que deixaram a platéia entusiasmada com tanta coragem e beleza. Do solo, os aviões pareciam se tocar no ar.
Das manobras executadas pela equipe de acrobatas, as de maior sucesso foram o ''vôo no dorso'', quando as aeronaves voam de cabeça para baixo, e o ''coração no ar'', desenhado com a fumaça das aeronaves.
O comandante líder da esquadrilha, tenente-coronel aviador Wagner de Almeida Esteves, ficou tão empolgado com a apresentação que chegou a fazer uma saudação especial para o público direto dos céus. ''Eu quis prestar uma homenagem, retribuindo o carinho, gentileza e admiração que todo o povo de Londrina nos dedica. Aquela manobra, que foi um coração, a gente ofereceu para todos que estavam presentes'', celebrou.
Milhares de pessoas acompanharam de perto os movimentos arriscados dos pilotos. A estudante Natalia Donadio, de 21 anos disse que sempre que pode acompanha a esquadrilha. ''Tenho muita admiração pelos pilotos'', relatou.
O piloto privado, Alexandre Lopes, e a comissária Amanda Lopes, foram conferir de perto a coragem e ousadia dos seus colegas. ''É a primeira vez que eu vejo ao vivo. Já tinha acompanhado alguns vídeos pela internet e acho sensacional. Não há quem não se encante'', comentou Alexandre. '' O que eles fazem arrepia'', complementou a comissária.
E para quem tiver interesse e coragem, o comandante Esteves deu algumas dicas de como fazer parte da Esquadrilha. ''É uma atividade voluntária. O interessado tem que, primeiro se identificar com a atividade aérea, principalmente a atividade relacionada às manobras e acrobacias. Também são necessárias pelo menos 800 horas de instrução e 1.500 horas totais de vôo'', explicou.
De acrodo com o tenete-coronel, o tempo máximo de pemanência na Esquadrilha são quatro anos. ''Eu tive a oportunidade de fazer parte como piloto por estes período. E agora estou voltando como comandante''. Um dos motivos apresentados por Esteves para o período de tempo restrito no grupo de acrobatas é a segurança. ''Quanto mais tempo fazendo as manobras o piloto acaba se acomodando e achando que a atividade é muito simples. Mas é uma atividade diferente, que requer muita dedicação, atenção, treinamento e muito profissionalismo'', advertiu.
Esteves, que faz parte da esquadrilha há seis anos, comentou que o grupo faz cerca de 100 apresentações anuais. Além disso, o comandante disse que a Esquadrilha chega a se apresentar em pelo menos cinco países diferentes todo ano.
SERVIÇO - Hoje tem show com a dupla Jorge e Mateus, a partir das 22 horas, no Recinto João Milanez.

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