Esquadrilha da Fumaça faz a festa no céu de Londrina
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sábado, 12 de abril de 2003
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
O garoto Lucas Pimenta Lopes, 11 anos, sentiu um friozinho na barriga quando os aviões da Esquadrilha da Fumaça cruzaram o céu da 43 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Os pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB), que se apresentaram ontem à tarde na feira, fizeram a alegria do público que aguardava a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Aniversariante do dia, Lucas recebeu como um presente as manobras realizadas pelos ''acrobatas'' da FAB. ''Foi a primeira vez que vi a Esquadrilha. Eles são muito corajosos'', exclamou o menino, que gostou também da exposição de animais e do parque de diversões.
A dona de casa Luciana Uemura, 33, levou os dois filhos para se divertirem nos brinquedos do parque e ficou assustada com o preço das entradas, comercializadas a R$ 3,00. Por isso, liberou as crianças para se divertirem em apenas três atrações. ''Como está muito caro, eles não vão poder andar em todos os brinquedos que querem. O preço da alimentação também está alto. Vamos todos jantar em casa'', disse ela, que já havia gastado R$ 50,00 na tarde.
Para os comerciantes que investiram na feira, o fim de semana que começou com sol forte e poucas nuvens materializou a esperança de melhoria nos negócios. João Rodrigues veio de Santos (SP) para comercializar brinquedos infláveis e esperava que o tempo bom trouxesse mais público para a Exposição, que termina hoje.
''Final de semana passado foi fraco por causa da chuva'', contou. Ele acrescentou que as vendas só não foram piores porque no seu ramo, quando as crianças batem o pé, os pais acabam levando o produto. ''Muito pai compra o brinquedo logo no início da visita para poder continuar o passeio com tranquilidade'', disse.
A 43 Exposição garantiu renda extra a muita gente. Nos 11 dias de feira foram contratadas 370 pessoas para cuidar da limpeza do Parque Ney Braga. Trabalhando em turnos de seis horas, elas receberiam R$ 1,15 por hora. ''Vou usar o dinheiro para fazer compra no mercado'', contou Vera Lucia Santiago Castilho, 42, desempregada há quatro anos e que fazia ''bico'' na limpeza.
O projeto de coleta de lixo reciclável também proporcionou renda extra aos catadores de latinhas de alumínio da ONG ''Grupo Esperança'', que dividiria os recursos obtidos com a Primasol, projeto que beneficia várias creches da cidade. A aposentada Filomena Anacleto da Silva, 59, tinha conseguido R$ 50,00 com a venda das latinhas para a ONG, desde o início da feira. ''Fico até uma hora da manhã. É bem cansativo.''


