Esporte reabilita e dá medalhas a deficientes
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 1997
Da Sucursal 
A prática de esportes como forma de reabilitação vem incentivando os portadores de dificiências a se dedicarem às várias modalidades esportivas e, inclusive, conquistar medalhas.
José Antônio Medeiros, conhecido como Caco, foi o campeão dos 50 metros/borboleta em Atlanta, nas Paraolimpíadas. Treino quatro horas por dia e vou assumir o cargo de diretor de esportes da ADFP, com a intenção de incentivar a prática de esportes, revela.
Caco usa duas muletas convencionais e tem dificuldade de se locomover depois de uma mielite transversa (uma virose) aos 15 anos. Ele conta que os pisos muito lisos e a falta de rampas são suas maiores dificuldades.
Com o título de cinco vezes campeão brasileiro de tênis de mesa, vice-campeão Panamericano e 20º melhor do mundo, Luiz Algacir, que usa cadeira de rodas há 8 anos, compara a estrutura americana e européia à brasileira. É impressionante como nos Estados Unidos e na Europa todos os lugares têm como receber um deficiente.
Luiz reconhece que são países que passaram por guerras e por isso têm um grande número de deficientes físicos, mas isso não justifica que o Brasil não dê a devida atenção aos cadeirantes. Luiz usa o transporte coletivo todos os dias para treinar e dar aula de tênis de mesa.
Os dois atletas vão competir em julho e agosto na Inglaterra, no Campeonato Mundial, representando o Brasil.


