Esporte era defesa de escravos
Josoé de CarvalhoO mestreFram defende o esporte como treinamento para autocontrole e relaxamento: Na roda ninguém é mais que ninguémA capoeira chegou ao Brasil no século 16 trazida pelos negros bantos, capturados em Angola, na África, para serem vendidos como escravos. A capoeira passou a ser praticada como folguedo, com música, dança e cantoria, para escapar da fiscalização dos brancos. Salvador e Recife foram as cidades onde a capoeira ganhou maior notoriedade. Ela era praticada, principalmente, nas senzalas e terreiros onde os jogadores se exercitavam ao som do berimbau.
Das senzalas a capoeira ganhou os quilombos e os negros passaram a usá-la como método de defesa contra os brancos que os perseguiam.
No século passado, difundiu-se por outros estados. No Rio de Janeiro grupos de marginais passaram a usá-la para a assaltar e intimidar a população. Nos primeiros anos da República, o chefe de polícia do Rio de Janeiro, Sampaio Ferraz, desencadeou uma intensa campanha para acabar com a prática da capoeira. Os praticantes eram presos e condenados até a seis meses de cadeia. Mas nem a repressão conseguiu acabar com ela. Em 1932, Getúlio Vargas passou a autorizar diversas manifestações populares e a capoeira voltou a legalidade.
Em 1961 a polícia resolveu aderir e a capoeira foi incluída como disciplina de defesa pessoal obrigatória na formação de soldados da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Hoje ela é praticada como esporte em clubes e associações em todos os estados brasileiros.





