Esporte e patrocínio
Hortência, ex-jogadora e agora dirigente, está enfrentando um sério problema: a empresa que patrocina seu clube anunciou que vai parar em fevereiro e a Rainha está lutando para conseguir outro patrocínio. O mesmo ocorreu, há pouco, com o time de basquete masculino de Franca, que também perdeu o patrocínio. A impressão é a de que esportes como basquete e vôlei - e também o atletismo, além de outros - ficam numa verdadeira gangorra, dependendo do humor de empresas ou, até, de situações econômicas que por vezes restrigem gastos.
Conversei sobre isto com Isnard Cordeiro, um dos editores de Esporte do jornal, ponderando entender que o erro estava em que as empresas ocupavam o lugar dos clubes. Quer dizer, penso que os clubes deveriam ter as equipes. E o Isnard informou que é o que acontece em Londrina. O time de basquete, por exemplo, é do Grêmio. A Grande Londrina patrocina o Grêmio.
Por outro lado, e aí está uma solução que me pareceu inteligente, parte do valor pago pelo patrocinador é descontado na tributação municipal. Ou seja, é o município quem garante a vantagem, através do que se chama incentivo fiscal. Este mecanismo acaba por ser interessante para todos, inclusive porque o patrocinador ganha a divulgação e gasta com o esporte ao invés de pagar impostos. Parece um modo bom de estimular o esporte sem o risco enfrentado pelas equipes que perdem o patrocínio e podem até parar. Bem que se podia usar isto também, aqui, para o atletismo.





