Os "campinhos" de bairros são cada vez menos comuns nas cidades. O crescimento imobiliário ocupou diversos terrenos onde a bola rolava e trazia a alegria de crianças e adultos. Em Londrina, a situação não é diferente. Os poucos campos que ainda existem estão, na maioria das vezes, abandonados e em péssimas condições de uso.
A reportagem percorreu alguns bairros e encontrou, no Jardim do Sol, zona oeste, as crianças brincando em um antigo campo localizado no terreno da Associação de Moradores. Hoje faltam traves, o gramado está cheio de buracos, não há marcação e o alambrado está totalmente destruído. Na zona norte, um grupo de amigos do Vivi Xavier se desloca para um outro bairro para poder jogar. Na zona leste, meninos se divertem na rua, improvisando o gol com tijolos. E na zona sul, moradores improvisaram um campinho de futebol no fundo de vale Lagoa Dourada.
Para tentar mudar esta realidade o governo estadual lançou o projeto "Meu Campinho". A meta é construir 200 campos de grama sintética iluminados em bairros carentes. Para o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ângelo Deliberador, o programa é o "caminho certo para promover a saúde da população em geral e a ocupação do tempo ocioso, principalmente entre as crianças, afastando-as das ruas e das drogas". Ele explica que existem 40 quadras poliesportivas distribuídas entre os bairros londrinenses. Em relação ao estado de conservação, Deliberador comenta que a maioria não está em condição ideal, mas garante que a FEL vem planejando um levantamento com o objetivo de montar um cronograma para manutenção e reparos.

É considerado o desporto mais popular do mundo, pois cerca de 270 milhões de pessoas participam das suas várias competições

É um material têxtil que permite um fluxo maior de jogos sem comprometer a integridade do gramado; foi instalado pela primeira vez em 1965, no Estádio Ausdrome, em Houston, no Texas (Estados Unidos)

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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