Arapongas - As Olimpíadas das Apaes do Estado do Paraná chegou a 20ª edição com 820 atletas participantes. Representantes de 27 dos 30 conselhos regionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) do Paraná participaram da competição realizada em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). As disputas começaram no dia 21 de agosto e terminam hoje, com as finais feminina e masculina de futebol de sete e do futsal.
O evento inclui 13 modalidades: atletismo, basquete, badminton, capoeira, futebol de sete, futsal, ginástica artística, ginástica rítmica, golfe de sete, natação, tênis de mesa, xadrez e handebol. A cada etapa da competição, um novo limite é superado pelos atletas, que já enfrentam grandes obstáculos no dia a dia. Valdeci Schneider, de 45 anos, conquistou o 1º lugar com a equipe de handebol de Apucarana e exibiu com orgulho as medalhas de participação e de melhor classificação na categoria. "Esporte é vida. Todos os competidores gostam muito de esporte. Eu comecei há nove anos no atletismo, depois joguei futsal, até que foi montada a equipe de handebol. A inclusão, para nós, ainda é o principal desafio, é muito difícil, mas a gente espera que isso tudo melhore. O que queremos é a inclusão com dignidade e com respeito aos nossos direitos", defendeu. Por meio do esporte, Schneider diz ter aprimorado o reflexo e a coordenação motora.
A estudante Juliana Mendonça Bernardino, de 30 anos, veio com a equipe de Maringá para participar das competições de xadrez. Ela não foi premiada, mas estava feliz com as novas amizades e a interação entre os competidores. "Não foi dessa vez que eu ganhei, mas foi muito bom participar. A gente não precisa ganhar medalha. Sem o esporte hoje eu não sou nada e a competição como um todo foi muito especial para mim. É uma vitória estar aqui", comentou.
A organização do evento surpreendeu atletas e treinadores. O coordenador estadual de Futebol de Sete da Federação das Apaes, Eurico de Mello Junior, ficou satisfeito com o bom desempenho das equipes. "Estou há quase 20 anos como treinador e todos os dias tem novidade, não existe rotina, eles nos surpreendem sempre. O que a gente sempre busca é que cada atleta supere os próprios limites, principalmente no aspecto psicológico e na coordenação motora. Mesmo nos momentos difíceis de luta para a superação dos desafios é preciso demonstrar que está tudo bem. O esporte acaba formando os estudantes para a sociedade. Com isso, eles têm mais facilidade para entrar no mercado de trabalho", ressaltou o treinador, enquanto acompanhava a partida de futebol de sete entre as equipes de Maringá e Tomazina.
O coordenador Estadual de Educação Física da Federação das Apaes do Estado do Paraná, Edson Luiz Martinusse, destacou que as práticas esportivas são realizadas em parceria com as equipes pedagógicas de cada unidade. "O nosso objetivo com essas competições é mostrar o potencial dos alunos, os benefícios do esporte, melhorar a qualidade de vida dos participantes, incentivar a busca pela autonomia, e, acima de tudo, mostrar o valor dos nossos alunos para promover a inclusão social", reforçou. "A disciplina deles é o que mais chama a atenção. Na partida de futebol, por exemplo, eles levam cartão e não reclamam, sabem que a punição faz parte do jogo. É claro que eles gostam de vencer, mas a reação gerada quando eles perdem é diferente. Eles valorizam até mesmo a derrota porque sabem o quanto é importante participar das competições e se superar a cada dia", completou o vice-presidente da Federação das Apaes do Paraná, Pedro Paulo Bazana.
As Olimpíadas das Apaes são realizadas a cada três anos. A organização do evento contou com o apoio da Prefeitura de Arapongas. Os melhores de cada categoria poderão participar da competição nacional que será realizada em Campo Grande (MS), entre 3 e 7 de dezembro.

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