No esporte, o Interior do Paraná é quase sinônimo de algumas modalidades, entre elas ginástica rítmica (GR), atletismo e taekwondo. Daqui, saem talentos que brilham em todo o país e no mundo. Quem não passou a torcer pelas meninas ginastas, que parecem ser feitas de borracha, a partir dos Jogos Pan-americanos de Winnipeg, em 1999, quando a Seleção Brasileira de GR de Conjuntos, então sediada em Londrina, conquistou a inédita medalha dourada?
Mas o que parece um talento natural para determinados esportes é, na verdade, um trabalho árduo que inclui desde a detecção de novos talentos até treinamento de alto rendimento. ''O trabalho de base nunca deixou de existir, nos últimos 40 anos, independente de contarmos ou não com apoio público'', ressalta Márcia Aversani, coordenadora do projeto de GR da Universidade Norte do Paraná (Unopar), instituição responsável pela introdução do esporte no Estado e que abrigou em Londrina, por quase 10 anos, a seleção brasileira.
Neste período, a equipe foi duas vezes campeã dos Jogos Pan-Americanos (em 1999 e 2003) e duas vezes finalista das Olimpíadas (em 2000 e 2004). Atualmente, depois de um período voltado para as categorias de base e para a formação de novos talentos, a universidade retoma lugar de destaque no esporte. Entre as mais recentes conquistas estão a efetivação da técnica Camila Ferezin no comando da Seleção Brasileira de Conjuntos, hoje sediada em Aracaju, a convocação da ginasta londrinense Débora Andreazi Falda para integrar a equipe adulta nacional e a conquista do título de vice-campeã brasileira juvenil individual por Beatriz Pomini, mais um talento forjado em Londrina.
Outro núcleo tradicional de GR no Interior do Estado está instalado em Toledo (Oeste), onde funciona um centro de excelência no treinamento de GR inaugurado no ano passado. Ali treina a equipe Sadia/Prefeitura de Toledo/Sesi, diversas vezes campeã brasileira, detentora de medalhas no Pan-Rio e de títulos em disputas nacionais e internacionais.

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