Espermaticida não tem aceitabilidade, diz ginecologista
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de abril de 1999
Anna Camanducaia 
A grande distribuição de espermaticida feita pelo Ministério da Saúde não tem justificativa, segundo o ginecologista Rosires Pereira de Andrade. O método quase não é utilizado no Brasil. O uso é quase zero. O produto não tem aceitabilidade em nenhum país.
Uma pesquisa de 1996 divulgou que 40% das mulheres têm as trompas ligadas, 20% usam pílula, 20% não usam nada, 5% utilizam camisinha, 1% optam pelo DIU e 6% escolhem outros métodos, entre eles, o espermaticida.
Os médicos não recomendam o uso do espermaticida isoladamente devido a sua baixa eficácia. Segundo Andrade, é necessário que se utilize o produto com um método de barreira, que pode ser o diafragma, a camisinha feminina ou a camisinha no parceiro.
Mesmo tendo pouca procura, Andrade defende a disponibilização do espermaticida, mas não nessas proporções. Para ele, o Ministério da Saúde deve distribuir todos os métodos anticoncepcionais, principalmente a pílula, que é a segunda mais usada no Brasil. A laqueadura é a primeira. Hoje, o ministério fornece todos os métodos, com exceção das injeções.


