ESPERANÇA - Moradores pedem infraestrutura
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Jataizinho - Todo o processo de regularização do terreno onde se localizava uma cerâmica, em Jataizinho, só foi possível graças aos esforços da associação de moradores e o apoio do projeto de extensão "Lutas: AJUP", da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Júlia Vieira, aluna do 5º ano de Direito da UEL e participante do projeto, explica que o Lutas é direcionado aos direitos humanos e presta assessoria jurídica popular.
"Mais do que resolvermos um problema pontual, vamos até a comunidade, ouvimos a demanda e trabalhamos em conjunto para resolvermos a questão. Nosso objetivo é de que as pessoas criem consciência de suas necessidades e aprendam a resolver. Aqui o primeiro passo foi a regularização dos terrenos, agora vamos auxiliá-los a resolver os problemas de infraestrutura", diz.
No caso dos moradores de Jataizinho, os alunos começaram a atuar em 2014. O antigo terreno, de 72.600 metros quadrados foi dividido em 170 lotes, com até 200 metros quadrados. O valor total será de R$ 800 mil, com valores individuais entre R$ 3,5 mil mil e R$ 5 mil, com prazo para pagamento de três anos.
Júlia explica que o acordo foi possível porque o local não cumpria sua função social há muitos anos e também por estar ocupado por pessoas que necessitavam do direito à moradia. "O terreno tinha ido a leilão, mas já havia os moradores aqui. A UEL nos orientou, pagamos um topógrafo para organizar tudo, fazer a divisão dos lotes e dessa forma conseguimos fazer o acordo com o sindicato dos ex-trabalhadores da cerâmica para o pagamento do terreno. Foi uma conquista muito grande e agora, após a regularização, poderemos pleitear as melhorias", explica o presidente da Associação de Moradores, Wagner da Silva.
Embora as casas tenham energia elétrica, os relógios medidores não ficam em frente a todas. Silva explica que foram colocados postes apenas em algumas ruas periféricas e de lá cada morador precisou puxar a fiação até sua residência. Os relógios medidores estão instalados nestes postes e o medo dos moradores é que, caso ocorra qualquer problema, não haja tempo para desligar a energia. Com a falta de postes nas ruas internas a insegurança é grande, já que as ruas ficam às escuras. Outras demandas são por asfalto e rede de esgoto, pois apenas foi feita a ligação da rede de água.
PREFEITURA
Segundo o prefeito de Jataizinho, Dirceu Urbano Pereira (PSC), é preciso ainda regularizar as ruas do terreno. "O procedimento agora é que as ruas sejam doadas para a prefeitura para que possamos asfaltar e colocar rede de esgoto. Por enquanto, elas ainda são do a antigo dono, que regularizou apenas as moradias. Então, juridicamente, ainda não podemos fazer nada", justificou. Sobre a energia elétrica, ele assumiu que prefeitura fará uma intermediação entre as famílias e a Copel, para que o serviço possar ser executado. (Colaborou Pedro Marconi)


