Espera de duas horas no banco
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Carolina AvansiniReportagem Local 
A liminar emitida pela Justiça do Trabalho que limita a entrada de dez clientes por vez nos bancos, para evitar a proliferação do vírus H1N1, causador da gripe A, resultou numa fila de mais de 60 pessoas, ontem, em frente à agência Londrina da Caixa Econômica Federal (Área Central). Idosos, mães com crianças pequenas no colo e deficientes físicos, entre outros clientes, esperavam por atendimento.
Maria Benedita Mendes, 77, estava na fila há duas horas para pegar um cartão e receber a aposentadoria. Cansada, ela chegou a sentar-se na mureta do jardim do banco, tendo de ser apoiada pelo filho para levantar-se. ''É um absurdo. O banco deveria respeitar o atendimento preferencial para idosos, recebendo os aposentados em horário diferenciado'', reclamou o filho de Benedita, Antônio Pinheiro.
Adriana Lima da Silva aguardava para pegar o cartão da Bolsa Família com a filha de um ano no colo. ''Estou de pé e ainda vai demorar para poder entrar. É muito cansativo.'' Izanete Sanches Afonseca, 69 anos, estava no fim da fila por volta das 11 horas e temia dores na coluna por causa da espera prolongada. ''Não posso ficar de pé por muito tempo. Só venho mesmo ao banco quando é muito necessário, porque sei que vou esperar'', justificou.
O superintendente regional da Caixa, Roberto Luiz Bachmann, concordou que a situação está desconfortável para os clientes, mas afirmou que o banco cumpre exigência da Justiça do Trabalho. ''Não podemos desrespeitar a liminar. A decisão atinge todo o sistema financeiro de Londrina e Ibiporã'', explicou.
Segundo ele, na agência Londrina estão sendo atendidas até 75 pessoas ao mesmo tempo, por causa do espaço que permite distanciamento de dois metros entre os clientes. Bachmann também esclareceu que o horário diferenciado voltará a ser praticado quando a liminar for suspensa, assim que diminuir o risco de contaminação pela gripe A. ''Essa medida tem como objetivo evitar a proliferação do H1N1 e proteger as pessoas'', reforçou.


