Espera cria expectativa
e tensão em familiares
Angústia e nervosismo acompanharam os familiares dos vestibulandos da UFPR ontem, durante as quatro horas de duração das primeiras provas. Enquanto alguns roíam unhas ou fumavam, outros rezavam. Eram poucos os que não aparentavam tensão.
Afastado da entrada do Politécnico, local onde se aglomeravam as pessoas, um grupo da Igreja de Deus no Brasil rezava pelos sete amigos que faziam as provas. ‘‘Estamos intercedendo por eles, que além de amigos são irmãos em Cristo’’, disse Cornélio Schwambaca, 26 anos, que é professor de biologia. ‘‘Não esperamos um milagre, mas pedimos que Deus recompense o esforço deles.’’
Entre uma bala e outra, a assistente social Maria de Lourdes Delmondes Simioli, 46 anos, também rezava. Ela pediu ajuda de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para o filho Ludsclay Delmondes Cação, 17 anos, que concorre a uma vaga do curso de medicina. Maria e o filho são de Campo Grande (MS) e vieram apenas para o vestibular. ‘‘São 17 horas de viagem de ônibus’’, conta. Enquanto esperava, Maria disse que sofria. ‘‘A mãe que acompanha sofre muito, até um pouco mais que o próprio filho.’’ (J.A.)

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