Espécies têm hábitos diferentes
Para pegar os ratos, os agentes da Coordenação de Controle de Zoonoses e Vetores precisam conhecer bem perfil do roedor. Cada uma das três espécies, que existem em Curitiba, tem hábitos diferentes. Por exemplo, para atrair um camundongo (Mas musculus) eles se valem do farelo de pão, misturado com pasta de chocolate ou de amendoim. Já a ratazana ( Rattus norvecigus) prefere toucinho ou a salsicha. ‘‘As pessoas pensam que os ratos comem lixo, mas eles são manhosos na escolha dos alimentos’’, afirma Maria Elisabete Ferraz, coordenadora do setor.
Ela explica que os animais são muito inteligentes, além de serem os mais adaptados dos mamíferos, que convivem com o homem. ‘‘O rato sabe quando determinado alimento provoca a morte, evitando-o’’, diz. Por isso, os agentes utilizam veneno com efeito cumulativo, dificultando a identificação.
Ela conta que os roedores possuem uma hierarquia bem definidas, com dominantes e dominados. ‘‘São os dominados que provam os alimentos estranhos, que podem ser venenos’’, diz. Normalmente, os ratos dominantes caçam à noite. Como não enxergam bem, eles se utilizam de bigodes tactéis, que identificam o local, ajudados pelo cheiro do ambiente. ‘‘Por isso que os ratos caminham encostados nas paredes’’, explica.

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