Risco de machucar pessoas e danificar veículos com a queda das frutas, porte da árvore e das raízes incompatível com o espaço e atração de animais. Estas são algumas das razões que fazem com que espécies frutíferas sejam descartadas para a arborização de calçadas. Por outro lado, são recomendáveis em espaços como praças e fundos de vale.
A avaliação é do secretário municipal de Ambiente, Carlos Levy. Ele explica que o órgão faz o plantio de árvores frutíferas. As mudas são produzidas pelo Viveiro Municipal e podem ser requisitadas pelos moradores.
As estimativas da secretaria indicam que a cidade hoje conta com cerca de 170 mil árvores nas calçadas do Centro e dos bairros. O número ideal seria em torno de 200 mil exemplares. Para regularizar a situação, está em elaboração o Plano Diretor de Arborização. Uma minuta deverá ser apresentada durante a Semana Mundial do Meio Ambiente, de 1º a 7 de junho. Na sequência, deve passar por votação na Câmara Municipal e sanção do prefeito.
O plano vai estabelecer, por exemplo, regras para corte e substituição das árvores, incentivos à arborização, indicação de espécies para cada tipo de calçada. ''Londrina tem dezenas de normas a respeito da arborização. O Plano de Arborização vai organizar tudo num texto só'', destaca.
Paralelamente, a secretaria está trabalhando na confecção de um plano emergencial de arborização. O objetivo é atender à demanda reprimida dos pedidos de erradicação. Hoje aproximadamente 600 árvores estão em situação de risco e precisam ser eliminadas. Outras 2,8 mil, que não apresentam risco imediato, também precisam ser substituídas. (F.R.F.)

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