Espécie exótica chegou por Curitiba
Londrina - De acordo com estudos do Setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC), a espécie exótica Achatina fulica, conhecida popularmente como caramujo africano, originária do leste da África e introduzido no Brasil em uma feira agropecuária em Curitiba, em 1988.
As promessas de lucro e progresso com a produção do caramujo para consumo humano, alardeadas em vídeos e folhetos, não se confirmaram. Sem mercado para a alternativa ao escargot, os caramujos foram soltos indiscriminadamente pela natureza. Os animais livres se tornaram pragas agrícolas e de plantas ornamentais, sendo facilmente encontrados em hortas, terrenos baldios e depósito de lixo.
Não há registro de autorização de importação desse material no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, quase três décadas depois, já há registros dos moluscos em 23 dos 26 Estados, incluindo o Distrito Federal, região amazônica e reservas ambientais.
Os estudos apontam que já há registros da presença do caramujo em cerca de 10% dos 5.561 municípios brasileiros. O maior número de municípios infestados está concentrado nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Apesar de ser um molusco terrestre, a presença dos caramujos africanos já se expandiu para margens de rios e em vegetação flutuante.(C.F.)





