Espécie de orquídea é usada em pesquisa contra câncer na UEL
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quinta-feira, 17 de maio de 2012
Redação Folhaweb 
Londrina deve ganhar em breve o primeiro banco de sementes de orquídeas do Brasil. A iniciativa é da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em parceria com a Universidade da Flórida (EUA). O objetivo é reunir amostras de cerca de três mil espécies nativas das matas e cerrados brasileiros, incluindo algumas ameaçadas de extinção. Em uma delas foi descoberta uma substância eficaz contra o câncer de ovário.
Algumas sementes de orquídeas já estão sendo conservadas no laboratório do Orquidário da UEL em nitrogênio líquido a uma temperatura de -196 graus centígrados, por meio de um método chamado de cliopreservação. ''Esse processo permite guardar a semente por até 70 anos'', destaca Ricardo Faria, professor do curso de Agronomia com pós-doutorado em Genética e Biotecnologia e coordenador do Orquidário da UEL.
Ele explica que inicialmente estão sendo armazenadas sementes de orquídeas nativas do Paraná. ''Iniciamos esse trabalho em 2009, quando através de uma parceria com a Universidade da Flórida conseguimos uma verba de R$ 60 mil para a compra dos equipamentos para realizar a cliopreservação.''
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