O Hospital do Câncer de Londrina é uma das poucas instituições do Paraná que oferece residência médica na área de Oncologia Cirúrgica. A especialização foi iniciada no ano passado, com a oferta de uma vaga, mas ontem pela manhã a diretoria clínica anunciou a chegada de mais um novo residente.
''Quando uma instituição como a nossa se transforma em um hospital escola, há a exigência que se faça reuniões científicas periódicas; dessa forma, o corpo clínico se atualiza, estudando permanentemente. E isso nos permite oferecer uma educação médica continuada e de qualidade'', afirma José de Oliveira Couto Filho, preceptor da residência e diretor clínico do hospital.
Sobre a importância da especialização, ele salienta que o câncer não pode ser operado por um cirurgião geral, devido à falta de qualificação necessária. ''Quando há um especialista neste tipo de cirurgia é possível obter melhores índices de cura e o melhor intervalo livre de doença'', diz.
Outro fator a ser considerado no programa de residência, segundo ele, é a pouca oferta de vagas e o grande volume de pacientes. Por mês, o hospital realiza mais de dois mil atendimentos ambulatoriais, 1,2 mil quimioterapias e cerca de 240 cirurgias. No final do ano, o hospital deverá abrir mais um concurso com duas vagas.
E quem ganha com isso são os pacientes. ''Esses residentes têm uma formação muito longa. Além da faculdade, eles passam pela residência de cirurgia geral durante dois anos e só assim, podem ingressar na oncologia cirúrgica. São profissionais muitos exigentes e isso reflete positivamente nos pacientes'', explica.
Motivação
A expectativa de Gustavo Gobetti, 27 anos, que acaba de ingressar no hospital, é buscar o máximo de conhecimento para poder ajudar quem mais precisa. É essa motivação que ele deverá carregar nos próximos três anos de residência. ''Escolhi esse hospital por atender uma demanda muito grande de pacientes e por ser referência na região'', conta ele, que nasceu em Porecatu (Norte), se graduou em Porto Alegre (RS) e foi residente em cirurgia geral em Ponta Grossa (Campos Gerais).
Para Paulo Sorace Junior, 31, de Bandeirantes (Norte), que inicia o segundo ano de residência, o objetivo agora é fixar o aprendizado adquirido ano passado e expandir o conhecimento na área. ''Optei pela cirurgia oncológica para atuar de forma abrangente, pois estarei apto a operar todas as partes do corpo. Acho que essa diversidade da área também me motiva'', afirma.

mockup