Curitiba - Grupo de pesquisadores iniciou neste mês um trabalho de medição dos ruídos em Curitiba. Segundo o engenheiro mecânico Hugo Zanqueta, o barulho está sendo medido em 515 pontos nos bairros Centro, Água Verde e Batel. Quando concluído o trabalho (o que deve ocorrer em dezembro), os especialistas vão preparar um relatório que será encaminhado para a Prefeitura, para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e para o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).
Zanqueta informou que o trabalho é custeado pelos próprios pesquisadores. Em 2007, ação semelhante foi realizada em 235 pontos na região central de Maringá. ''Em 95% dos pontos foi registrado ruído acima do permitido por lei.''
Em maio deste ano, o grupo realizou um estudo prévio em 55 pontos no Centro de Curitiba. Os pesquisadores já verificaram que o excesso de ruído é rotina na capital paranaense.
''No Centro, os índices têm ficado entre 80 e 85 decibéis'', comentou o estudante Paulo Henrique Rodrigues, outro integrante do grupo. O máximo permitido na região pela legislação municipal é 65 decibéis. ''No estudo anterior, já havíamos feito uma medição de 100 decibéis. Isso equivale ao ruído produzido por um show de rock'', complementou Zanqueta.
Ele explicou que o relatório que será produzido terá um mapa do ruído, uma identificação das fontes do barulho, recomendações de como conter o excesso, além de explicações sobre os efeitos que o ruído extremo provoca nas pessoas, como estresse e perda auditiva.
Segundo Zanqueta, o encaminhamento do relatório em Maringá produziu resultados. ''A prefeitura fez fiscalizações de carros de som e de caixas de som colocadas em frente a lojas, entre outras ações.''
O grupo planeja refazer o trabalho na Cidade Canção, em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Também estão nos planos medições em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), Joinville (SC), Londrina e Tapejara.

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