Especialistas discutem futuro da cidade
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de abril de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Kraw PenasDebateDa esquerda para a direita, Ficinski, Dutra, Lerner, Taniguchi e Thalwitz: problemas das grandes cidades discutidos por especialistas de todo o mundoQuarenta especialistas estarão reunidos até sexta-feira em Curitiba para uma mesa-redonda internacional: Em Busca de uma Política Urbana Para o Estado do Paraná - Lições de Experiência e Desafios Para o Futuro. O resultado das reuniões dará origem a uma publicação.
Os especialistas farão sugestões que possibilitem a geração de empregos nas regiões Norte do Estado e Metropolitana de Curitiba (RMC), formas de fortalecer os pólos regionais. A RMC concentra 25% da população total.
A grande Curitiba chegou a um limite de população. Há necessidade de fortalecer outros pólos de desenvolvimento que dêem sustentabilidade econômica para que não ocorram mais migrações, esclareceu o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi. Segundo ele, este é o grande desafio com que os especialistas irão se defrontar.
O secretário do Desenvolvimento Urbano, Lubomir Ficinski, disse que os técnicos vão examinar tudo o que foi feito de expressivo no Paraná nos últimos 20 anos, em termos de planejamento urbano e territorial. Eles vão revisar e avaliar tudo sob as perspectivas técnicas, administrativas, financeiras e políticas.
Cada região deverá direcionar seu desenvolvimento de acordo com sua vocação. Uma cidade com vocação agrícola deverá atrair investimentos agroindustriais e assim promover o fechamento da cadeia produtiva. De forma a barrar a migração para outras cidades, acentuou o prefeito de Curitiba.
Indústrias de embalagens, das cadeias têxtil, do couro e da celulose, deverão ser atraídas para a região Norte do Paraná. Através da agroindústria, o Estado deverá agregar valor à cadeia produtiva e gerar empregos, salienta Taniguchi.
Segundo Taniguchi, a transformação econômica está mudando o perfil do Paraná. Ele diz que o Estado tem hoje 6% de taxa de desemprego. Não é difícil reduzir o desemprego quando as cadeias produtivas estiverem integradas.
As novas montadoras estão transformando Curitiba e a RMC no segundo pólo automotivo do País. Mas ao mesmo tempo estamos procurando atrair serviços altamente sofisticados na área de software e de design. Para melhorar as condições de competitividade industrial e de serviços.
Amanhã, depois que os participantes tiverem conhecido Curitiba e as cidades do eixo Londrina-Maringá, começarão as reuniões de trabalho presididas pelo ex-vice-presidente do Banco Mundial, Wilfried Thalwitz. No roteiro, os técnicos vão observar o desenvolvimento municipal, agroindustrial e industrial ao longo de 115 quilômetros onde vivem cerca de um milhão de pessoas em 14 municípios.


