Da Sucursal

DivulgaçãoPeter Greiner, do Ministério das Minas e Energia: ciclo combinado é desafioVinte especialistas de empresas estaduais de energia elétrica de todo o Brasil participaram ontem em Curitiba do curso ‘‘Ciclo Combinado á- Fundamentos’’, promovido pela Eletrobrás e coordenado pelo Laboratório de Pesquisas e Desenvolvimento da Copel.
O tema dominante do encontro foi de como a preocupação com o esgotamento dos recursos hídricos em todo o País está mudando o perfil das concessionárias de energia. Segundo o secretário de Energia do Ministério de Minas e Energia, Peter Greiner, produzir energia através de um ciclo combinado de utilização de gás e de vapor é hoje um grande desafio a ser vencido. Para as pesquisas no setor de ciclo combinado, o Ministério de Minas e Energia prevê investimentos de R$ 20 milhões ao ano.
A abertura do curso foi feita pelo secretário do Ministério no auditório do Sistema Meteorológico do Paraná. Com duração de cinco dias, o curso abordará os princípios termodinâmicos das plantas de energia, introdução à geração de energia por ciclo combinado, turbo-gerador a vapor e gerador de vapor por recuperação de vapor.
De acordo com o engenheiro da Eletrobrás, Milton Carneiro, do departamento de usinas termoelétricas, ‘‘com o crescimento da demanda de energia em cerca de 6% ao ano haverá necessidade de dobrar a produção de energia elétrica nos próximos 10 anos. Os recursos hídricos estão praticamente esgotados e alternativas precisam ser pesquisadas e colocadas em prática.’’
A associação de turbinas a gás com turbinas a vapor - conhecida como ciclo combinado -deverá ser a grande solução do setor elétrico brasileiro para atender ao crescimento da demanda de energia após o esgotamento do potencial hídrico, previsto para ocorrer até o ano 2.015.
Na análise do presidente da Copel Ingo Hubert, as necessidades de investimentos para atender o crescimento da demanda é da ordem de R$ 6 bilhões ao ano. ‘‘Daí o grande desafio. A tecnologia para construção de hidrelétricas está totalmente dominada, mas a otimização está sendo questionada. Teremos que raciocinar em cima de complementação com a termoeletricidade.’’
Segundo o secretário Greiner, o Ministério prevê ajustes nas tarifas de energia elétrica ao longo desde ano. ‘‘Os valores dependerão de cada empresa concessionária’’, considerou.

mockup