Especialistas debatem a obesidade
Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
Especialistas de Londrina, Curitiba e Rio de Janeiro se reúnem hoje e amanhã, na Associação Médica de Londrina, para o 2º Simpósio Londrinense de Obesidade. Entre os temas do encontro estão o perfil psicológico da pessoa gorda e tratamentos como a cirurgia para a redução do tamanho do estômago. A diretora do Departamento de Clínica Médica da AML, Denise Kley, afirma que a obesidade é um fator de risco para inúmeras doenças mas pode ser modificado.
Entre os palestrantes, o endocrinologista Walmir Coutinho, do Rio de Janeiro, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, e o cirurgião londrinense Antônio Carlos Valezi, considerado pioneiro, na região, da cirurgia de redução do tamanho do estômago. Segundo o médico, esse tipo de cirurgia é recomendada ao obeso mórbido, que não apresenta distúrbios endocrinológicos e que já tentou outros tipos de tratamento.
O interesse pela cirurgia de redução do estômago levou o médico Milton Ogawa a promover em Londrina dois procedimentos com o auxílio da videolaparoscopia, feitos pelo especialista Sérgio Roll, de São Paulo. Na terça-feira, dois pacientes foram submetidos à cirurgia pela técnica da gastroplastia por banda gástrica ajustável por videolaparoscopia e receberam alta no dia seguinte.
Segundo Milton Ogawa, a gastroplastia resulta numa corte abdominal de 25 centímetros em média, além do corte no próprio estômago e as emendas no intestino. Pelo novo método, o paciente sofre três incisões para a introdução de pinças e duas com menos de meio centímetro para uma lente acoplada a uma microcâmera.
O corte no estômago é substituído por um bracelete fabricado pela empresa americana BioEnterics, que é ajustado na porção alta do estômago e ligado por uma pequena mangueira a uma válvula, colocada abaixo da pele. O equipamento fabricado em silicone fica no corpo do paciente, como se fosse uma prótese. Pela nova técnica, o paciente recebe alta em menos de 24 horas, sente menos dor e corre menos risco de infecções. Mas um dos inconvenientes é o preço: R$ 10 mil em média.





