O médico Luiz Carlos Von Bahten, diretor do pronto socorro do Hospital Cajuru, de Curitiba, acha que Maringá pode ter um núcleo do ATLS (Suporte Avançado de Vida no Trauma). Ele esteve na cidade treinando 16 médicos que trabalham em atendimento de emergência, e ficou impressionado com a união dos setores ligados à área de saúde. ‘‘A integração entre Siate, universidade, Secretaria de Saúde e Sociedade Médica possibilita um trabalho mais integrado, que é nosso objetivo’’, diz.
Von Bahten explica que o curso do ATLS, que já foi oferecido em mais de 200 localidades de todo o país, visa unificar o atendimento a pacientes com trauma. ‘‘A intenção é colocar os médicos que trabalham com trauma falando a mesma língua, dando mais segurança aos pacientes’’, afirma. O objetivo do curso é também mostrar aos médicos que o atendimento deve seguir um padrão que evite outros problemas para o paciente.
Von Bahten explica que em muitos casos a vítima tem hemorragia interna e externa, que acaba passando desapercebida durante o atendimento. ‘‘Por isso seguir um padrão de atendimento é importante’’, diz. Outra luta dos médicos envolvidos com o ATLS é com a melhora dos profissionais que atuam no atendimento a traumas no Brasil. A maior parte dos profissionais que trabalham em pronto-socorro no Brasil, lembra Von Bahten, são iniciantes, ao contrário de países desenvolvidos.Marcos NegriniO médico Luiz Carlos Von Bahten diz que Maringá pode ter núcleo do ATLSMarcos Zanatta

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