Especialista fala sobre radiação
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quinta-feira, 29 de março de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
Os efeitos que as radiações eletromagnéticas podem causar para a saúde das pessoas, principalmente com relação as torres de telefonia celular e dos próprios aparelhos, vêm causando discordância e medo entre a população. O membro do Grupo de Trabalho sobre Efeitos Biológicos da Associalão Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética (Abricem), professor José Tomaz Senise, alega que tudo o que é novo assusta e que, por isso, acaba-se criando um folclore em torno do assunto.
De acordo com Senise, também PhD em engenharia elétrica pela Universidade de Stanford (EUA), o único efeito nas pessoas é o térmico. Não existe nenhum estudo ou pesquisa no mundo que comprove, realmente, que essas radiações são causadoras de doenças. Até agora, nada pode comprovar que males como dor de cabeça, falta de sono ou até mesmo câncer podem surgir em decorrência disso.
A média de potência transmitida por uma torre é de 400 watts e tem altura variando entre 20 e 30 metros. Senise explicou que dentro desta média, que está dentro das Normas de Segurança exigidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 5 metros é o mais próximo que se pode ficar de uma antena. Ao contrário do que se pensa, um dos lugares mais seguros para ficar é embaixo das torres, pois a transmissão feita por elas não é direcionada para baixo. A maior parte é direcionada para frete, contou.
Com relação aos aparelhos celulares, Senise explica que também não emitem radiações elevadas para o cérebro das pessoas. Segundo ele, a potência de um aparelho (0,6 watts) é 4% menor que a potência de calor que o cérebro emite.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) segue hoje as mesmas diretrizes utilizadas pela Comissão Internacional para Proteção Contra Radiações Não Ionizantes, aprovadas pela OMS. Dentro dessas diretrizes, as operadoras de telefonia são obrigadas a operar dentro dos limites de segurança estabelecidos pela agência.


