O posto de comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) em Londrina foi definido no final da manhã de ontem pela Secretaria de Segurança Pública. A vaga deixada pelo afastamento do tenente-coronel Manoel da Cruz Neto será assumida pelo major Marcos de Castro Palma, 44 anos. O oficial, que é de Paranavaí e interrompeu as férias em Florianópolis, deve estar em Londrina nas próximas horas.
O comandante vinha trabalhando na Divisão de Ensino da Academia Policial do Guatupê, em Curitiba. Ele é visto pelos colegas como muito preparado. ''É um especialista em instrução de tática. É um intelectual, um excelente palestrante e gosta de estar nas ruas'', comentou um policial.
Cruz Neto foi afastado do cargo anteontem por determinação do governador Roberto Requião após o assassinato do carregador Jamys Smith da Silva, 20 anos. O rapaz teria sido vítima de espancamento durante festa de aniversário que acontecia na madrugada de domingo em sua residência no Jardim Santa Fé (Zona Leste). O governador decidiu pela troca do comando após tomar conhecimento de que o então comandante do 5º BPM justificou a ação como ''acidente de trabalho''.
Palma foi surpreendido pela indicação durante férias em família no litoral catarinense. Ontem, ele seguiu para Paranavaí, onde residem seus familiares e onde também já exerceu o comando do 8º Batalhão da PM.
Segundo a Agência Estadual de Notícias, ao ser informado de que assumiria o 5º BPM, ele afirmou estar surpreso pela escolha e feliz pela confiança depositada em seu trabalho. ''Sou muito grato pela confiança que está sendo depositada em mim. Assumo o compromisso de não decepcionar a população de Londrina, que anseia por mais proteção'', completou o novo comandante. Por ter aceito o posto, ele deve ser promovido a tenente-coronel.
O nome de Palma foi definido em reunião entre o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, e a cúpula da Polícia Militar. Através da assessoria, Delazari justificou que ''escolheu um policial que conhece bem a filosofia de policiamento comunitário e, principalmente, é jovem, operacional e tem liderança''.
Ontem, o Estado Maior da Polícia Militar esclareceu que a saída do então tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza (substituído por Cruz Neto em junho de 2003) não teve relação com a morte de um manifestante durante protesto de estudantes no centro da cidade contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo. A saída de Souza, segundo a PM, ''deu-se em função de sua indicação para a promoção a coronel, razão pela qual não mais poderia permanecer no comando da unidade''.

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