Para o major aposentado da Polícia Militar, Sérgio Dalben, especialista em trânsito, a definição dos limites de velocidade deveria levar em consideração o fluxo de pedestres na via. Quanto maior for a movimentação de pessoas menor é a indicação para a velocidade máxima. ''É preciso levar em consideração o elemento mais frágil do trânsito, que é o pedestre. Temos que pensar em preservar a vida humana em detrimento do carro, que é uma máquina'', relatou. Para Dalben, o ideal seria que a mudança do limite de velocidade fosse feito com um sistema eletrônico que pudesse ser alterado de acordo com o fluxo de pessoas.
''Pesquisas mostram que a velocidade máxima na área urbana deveria ser 50 km/h. Seria possível manter uma fluidez no trânsito e evitar ou diminuir muito o impacto de um acidente, reduzindo o número de feridos e a gravidade das lesões'', explicou Dalben.
Cristiane Biazono Dutra defende que a cidade precisa aumentar a fiscalização adquirindo mais equipamentos eletrônicos para o controle de velocidade. ''Hoje nós só temos controle em semáforos e algumas intervenções volantes em avenidas determinadas. A fiscalização eletrônica é mais justa e multa a todos que estiveram cometendo a infração, independente de quem for. O motorista ainda pode comprovar a autuação'', colocou a gerente de trânsito do Ippul. (L.F.C.)

mockup