Especialista americano discute vertigem
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quarta-feira, 16 de outubro de 2002
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A vertigem, ou a tontura, como é mais popularmente conhecida, será um dos temas debatidos hoje no 43º Congresso Médico de Londrina. O otorrinolaringologista Joel Goebel, dos Estados Unidos, chegou ontem de manhã ao Brasil para apresentar sua experiência aos participantes do evento. O objetivo dele é fazer com que os médicos consigam diagnosticar pelo menos 90% dos sintomas da tontura. Goebel coordena um serviço de otoneurologia, que é pouco divulgado no Brasil. A conferência, que tem o tema ''Principais etiologias da Síndrome Vertiginosa e seu tratamento atual'', está marcada para às 18h30, no Hotel Sumatra (centro de Londrina).
Em entrevista à Folha ontem, Goebel alertou sobre a atenção que os médicos devem dar aos sintomas da doença. ''Às vezes pode ser uma doença simples, mas em outros casos, os sintomas podem ser indicativos de uma doença mais grave'', salientou. Amanhã à tarde, ele vai ministrar o curso Anatomia e Fisiologia do Equilíbrio, dirigido a otorrinolaringologistas e profissionais de áreas afins.
Goebel enfatizou a importância da relação médico-paciente. ''Através de uma boa conversa entre os dois, o diagnóstico pode ser bem mais correto'', disse o especialista. Além disso, segundo ele, é necessário que o médico trate a vertigem como um sintoma e não como uma doença. ''Se ele sabe o que realmente está tratando ele pode chegar à doença.'' Na opinião de Goebel, 90% da pessoas que sofrem de vertigem tem algumas dessas características: Vertigem Paroxística Benigna, relacionada com a movimentação da cabeça; Vertigem relacionada à enxaqueca; Neurite Viral, um vírus que ataca o nervo do equilíbrio e Síndrome de Menierè, que é uma doença do ouvido. ''Se os médicos conseguirem diagnosticar um desses casos, o resultado do exame é muito melhor''.


