‘‘Tamanho não é documento’’. ‘‘O importante não é o tamanho da varinha, mas a mágica que ela faz’’. Ditados populares como estes, garante o cirurgião-geral e especialista em disfunção sexual, Bayard Ollé Fisher dos Santos, 49 anos, não correspondem à realidade quando dizem respeito ao órgão sexual masculino. Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com especialização em andrologia, na Espanha, Bayard é hoje um dos profissionais mais respeitados no Brasil e exterior na área de disfunção sexual e cirurgia de pênis (aumento e redução). Ele está em Londrina participando do 2º Encontro de Disfunção Erétil do Mercosul. O encontro começou ontem no Hotel Crystal Palace e está acontecendo paralelamente ao 1º Congresso Brasileiro de Disfunção Sexual e 1º Simpósio Brasileiro sobre Transexualismo. Os eventos prosseguem até sábado.
‘‘Dizer para alguém que o tamanho do seu pênis não é importante é a mesma coisa que tentar curar um calvo com tratamento psicológico. Ele quer cabelo e só isto irá satisfazê-lo’’, compara Bayard. Segundo a Academia Americana dos Cirurgiões Plásticos do Pênis, o membro masculino tem de ter pelo menos 10 centímetros de comprimento e nove centímetros de circunferência para dar prazer a uma mulher. ‘‘O órgão da mulher tem a capacidade de se adaptar ao órgão do parceiro. Mas o pênis precisa ter um tamanho mínimo para provocar reação no organismo da mulher’’, explica.
Dorico da SilvaA solução, afirma o médico, é fazer tratamento adequado ou, dependendo caso, recorrer à cirurgia. O médico ressalta que a insatisfação com o tamanho do pênis não pode ser subestimada. ‘‘Ela gera problemas emocionais e dificuldades de relacionamento sérias que prejudicam a qualidade de vida do homem’’, garante. A preocupação do homem com o tamanho do pênis começa cedo. ‘‘Desde menino, o homem aproveita todas as ocasiões para comparar o tamanho do seu pênis com o dos outros coleguinhas’’, informa.
Brincadeiras e gozações, esclarece, provocam um sentimento de inferioridade e prejudicam o desenvolvimento social do menino podendo resultar em uma disfunção sexual futura. Da clientela de Bayard, 20% são pré-adolescentes que são levados pelas mães. ‘‘O índice de demanda entre os jovens seria bem maior se as mães tivessem acesso a mais informações sobre este problema’’, comenta.
Até os 30 anos de idade, explica, o problema pode ser resolvido com a utilização de fisioterapia, realizada com a ajuda de aparelhos especiais. O tratamento é capaz de aumentar o comprimento e a circunferência do pênis. Crianças, diz ele, podem ter um ganho de um centímetro a mais de comprimento por mês com o tratamento. ‘‘É o mesmo que colocar um aparelho nos dentes. Os aparelhos para aumentar o tamanho do pênis também trabalham com a força’’, desmistifica.
Bayard explica que a cirurgia costuma ser indicada apenas para pessoas com mais de 30 anos. ‘‘Na verdade, a cirurgia prepara o órgão para a fisioterapia. Sem fisioterapia, pode até ficar pior do que estava antes da cirurgia’’, frisa. O médico explica que de 40% a 50% do pênis fica dentro do corpo; funcionando como uma alavanca para o órgão.
A cirurgia, diz, é simples. Realizado em ambulatório, o procedimento consiste em trazer para fora cerca de três centímetros do membro, reconstituindo os ligamentos. Sete dias depois da cirurgia, o homem pode voltar à atividade sexual, mas o tratamento leva muito mais tempo. O equipamento deve ser utilizado até o membro atingir o tamanho desejado. Depois, o paciente tem de continuar o trabalho (usando o equipamento) para consolidar o resultado - uma média de dois anos.Dorico da SilvaDisfunção sexualBayard dos Santos (acima): ‘‘Dizer que tamanho não é importante é como tentar curar um calvo com psicologia’’; ao lado, o médico Alfredo Romero:Célia Baroni

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